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Prototipação como Ferramenta Estratégica na Validação de Requisitos de Software: Visualize Antes de Construir

Prototipação

Na atual conjuntura do complexo mundo das evoluções digitais, o processo de desenvolvimento de software vem se transformando significativamente, impulsionado por perspectivas onde a inovação e práticas ágeis são essenciais. Nesse contexto, a prototipação se destaca como uma ferramenta versátil e essencial por oferecer uma abordagem dinâmica que agiliza o desenvolvimento e aprimora a qualidade do software.

A validação de requisitos no ciclo de vida do desenvolvimento de softwares tem por objetivo garantir que os requisitos especificados para um produto atenda às reais necessidades do cliente. Este processo desempenha um papel fundamental na atenuação de riscos e sucesso do projeto, pois garante a qualidade do produto e alinha o desenvolvimento às expectativas dos stakeholders.

Há algum tempo, a validação de requisitos enfatizava documentações extensas, com detalhamento complexo de requisitos e com necessidade de revisões manuais presenciais que tornavam o processo burocrático e demorado. Mas, ao longo dos anos, o processo vem evoluindo significativamente, deixando de lado essas práticas verbosas e dando lugar a abordagens mais ágeis, comunicação efetiva e colaboração assídua entre todas as partes envolvidas. Além disso, também houveram grandes mudanças na condução prática do desenvolvimento com a adoção de metodologias ágeis. Hoje em dia, temos ciclos de vidas de desenvolvimento particionados, com entregas mais curtas, que permitem validação de forma dinâmica e contínua. 

Dentre as novas práticas utilizadas, a prototipação ganha visibilidade por permitir que os requisitos sejam validados de forma rápida e eficaz, isso torna o processo mais eficiente e resulta em entregas mais alinhadas com a necessidade do cliente.

Mas afinal, o que é prototipação?

A prototipação é uma técnica utilizada para validar o entendimento de ideias geradas e visualizá-las através de uma exibição que simula o seu funcionamento. De origem grega, o termo protótipo (Prótos: primeiro e Týpos: modelo) pode ser compreendido como o primeiro modelo de algo

Em desenvolvimento de software, a prototipação refere-se à criação de versões iniciais e simplificadas de um sistema antes de sua implementação. O seu principal objetivo é oferecer uma representação visual e interativa do que está por vir. Os protótipos representam o produto final e permitem que o cliente visualize e interaja com suas principais funcionalidades já nas fases iniciais do projeto.

Há uma variedade de tipos de protótipos e cada um oferece uma abordagem distinta para validação de requisitos, agilidade no desenvolvimento e visão do produto final, cabe às equipes escolherem as opções que melhor se adequem às necessidades do projeto. Dentre os principais tipos, relacionamos os mais utilizados a seguir.

Protótipo de baixa fidelidade

Bastante utilizado nas fases exploratórias, esse tipo representa visualmente as funcionalidades, mas tem baixo nível de detalhamento. Geralmente são feitos à mão, com papel e caneta, e, por isso, são construídos rapidamente e o seu custo é baixo.

Protótipo de média fidelidade

Os protótipos de média fidelidade já estão mais próximos do projeto idealizado em comparação com os de baixa fidelidade. Esse tipo já tem um visual mais refinado, pois incorporam alguns elementos visuais, como cores e imagens, e geralmente são construídos com o auxílio de um software. Com isso, permite que o cliente tenha uma visão mais próxima da solução, melhorando significativamente sua experiência em usabilidade e validação das interações. Embora sejam mais elaborados e demandem um pouco mais de esforço, o custo desse tipo de protótipo é relativamente baixo. 

Protótipo de alta fidelidade

Esse tipo de protótipo são representações mais avançadas e se assemelham muito ao produto final no que diz respeito às funcionalidades e aparência. Esses protótipos oferecem uma experiência muito próxima da realidade e são muito valiosos, desde a venda de uma ideia à validação de usabilidade e expectativas, visualizar o produto ‘em funcionamento’ gera grandes impactos no cliente, elevando consideravelmente a experiência do usuário.

Protótipos navegáveis

“Navegar é preciso…” Já dizia Fernando Pessoa ainda no século XX. Já no século XXI, no cenário de desenvolvimento software, navegação é uma ferramenta poderosa que desempenha um papel crucial desde a facilitação da compreensão do cliente, até a melhor interação entre equipes e a validação de regras de negócio. 

Os protótipos navegáveis vão além de simples representações visuais estáticas, são modelos interativos que permitem que o usuário navegue entre telas e teste funcionalidades, como clicar em botões, preencher formulários etc., explorando diferentes caminhos de interação de maneira similar à experiência real. 

Tanto os protótipos de média, quanto os de alta fidelidade podem possuir atributos de navegação simulada. Essa característica possibilita não apenas a construção de modelos interativos que representam as funcionalidades, mas também a lógica de navegação e a fluidez do fluxo de trabalho de um sistema antes da implementação final.

Validação de Requisitos de Software por meio de Prototipação: inovação e usabilidade em foco

Um dos maiores desafios no desenvolvimento de software é o processo de validação de requisitos e aplicação de regras de negócio. Trata-se de uma etapa crítica, que pode impactar negativamente em todo o projeto se não for bem estruturado. E é exatamente neste ponto que a prototipação se destaca e ocupa um papel fundamental no sucesso do produto: por meio de protótipos, as funcionalidades saem do campo das ideias e tomam forma física, facilitando a compreensão de sua aplicação por meio de visualizações realistas que minimizam mal-entendidos que possam surgir nessa fase. 

Além da experiência do usuário e requisitos, é necessária uma abordagem holística que também abranja a conformidade com as regras de negócio. Neste contexto, a prototipação se destaca novamente, pois permite que a validação de regras de negócio seja integrada a testes de usabilidade com inserção de dados, equilibrando as expectativas do cliente com as exigências do negócio. A partir da inserção de dados, é possível simular uma experiência muito próxima da realidade, tornando o protótipo em um excelente detector de possíveis problemas de usabilidade que não seriam facilmente identificados.

Como as vantagens da validação por meio da prototipação são inúmeras e variáveis, destacamos as principais:

  • Melhor compreensão do produto: protótipos oferecem uma percepção realista do que está sendo desenvolvido através de versões simplificadas do produto. Isso torna a experiência de usabilidade tangível, o que geralmente não acontece através de documentos de requisitos robustos e de entendimento subjetivo.
  • Antecipação de problemas e redução de riscos: através do contato com representações visuais e interativas desde às fases iniciais, é possível detectar, precocemente, requisitos não atendidos, possíveis problemas de usabilidade, além de regras de negócios não aplicadas. Identificar potenciais problemas durante esse processo impede que se tornem obstáculos em fases mais avançadas do projeto.
  • Comunicação assertiva: ter uma visualização clara do produto reduz ruídos de comunicação e oferece uma compreensão unificada do que está sendo desenvolvido, tornando a comunicação entre todos os envolvidos mais efetiva. 
  • Validação de fluxos e interações: por meio de protótipos navegáveis, é possível validar as interações e fluxos de trabalho e interações de forma mais ampla, permitindo que o usuário teste funcionalidades específicas, navegue por diversos caminhos e forneça feedback sobre a fluidez e eficácia do sistema.
  • Otimização de tempo e recurso: problemas identificados na fase de prototipação são mais fáceis e rápidos de serem corrigidos em relação aos que surgem em fases mais avançadas do projeto ou quando a solução já está em operação. Isso reduz o desperdício de tempo das equipes e evita retrabalhos, pois o desenvolvimento é baseado no feedback coletado.
  • Satisfação do cliente e percepção de valor aumentadas: as chances do produto final estar de acordo com as expectativas do cliente são muito maiores quando a compreensão de suas necessidades são representadas, antecipadamente, de forma visual. Através da prototipação é possível validar a experiência do usuário muito antes da finalização do projeto e entrega do produto.
  • Documentação enxuta e padronizada: protótipos bem detalhados, validados e documentados são registros de decisões e alterações que ocorrem ao longo do projeto. 

Conclusão – Prototipação como Ferramenta Estratégica na Validação de Requisitos de Software

Em resumo, as vantagens da prototipação em desenvolvimento de software vão muito além de, simplesmente, validar requisitos. A capacidade de transformar ideias em representações visuais e interativas oferece uma experiência única aos stakeholders e ultrapassa as barreiras da documentação tradicional. Ademais, ela ajuda as equipes a compreenderem as necessidades do cliente, a mitigar riscos desde as fases iniciais do desenvolvimento e a responder rapidamente a mudanças ao longo do projeto de maneira confiável.

Em última análise, a validação de requisitos por meio da prototipação, seja através de rabiscos iniciais ou de simulações avançadas e navegáveis, é a chave para transformar ideias em softwares eficazes, não sendo apenas mais uma etapa do projeto, mas um guia substancial para a excelência na entrega de produtos digitais.

Quem é a Aquarela Analytics?

A Aquarela Analytics é vencedora do Prêmio CNI de Inovação e referência nacional na aplicação de Inteligência Artificial corporativa na indústria e em grandes empresas. Por meio da plataforma Vorteris, da metodologia DCM e o Canvas Analítico (Download e-book gratuito), atende clientes importantes, como: Embraer (aeroespacial), Scania, Mercedes-Benz, Grupo Randon (automotivo), SolarBR Coca-Cola (varejo alimentício), Hospital das Clínicas (saúde), NTS-Brasil (óleo e gás), Auren, SPIC Brasil (energia), Telefônica Vivo (telecomunicações), dentre outros.

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